sábado, 17 de maio de 2008
Entrevista para o projeto motim sobre o zine bolchevique
Agradecer a atenção que eles nos deram, e dizer que estamos aqui para auxiliar ao trabalho deles e de quem mais participar de um Zine aqui em Alagoas.
Vamos a entrevista.
1-como surgiu a idéia de fazer o zine?
Caio - A idéia surgiu após algumas discussões na net com alguns punks comunistas, sobre a necessidade de propagarmos o Marxismo na cena punk. Pois, 99% (!) dos zines politizados são anarquistas. Por aqui, o único punk comunista que conhecia era o Rubens, então, lancei a proposta do zine, ele topou, e decidimos por a idéia para frente, editamos o único zine punk voltado para o marxismo no estado, o zine Bolchevique, que acabamos de mudar o nome para Revolta Vermelha.
xRubensx- É bem como disse o Caio, depois de algumas conversas vimos que a cena redpunk não possuía quase nenhum registro escrito de suas idéias, os zines comunistas eram poucos e em Maceió não tínhamos nenhum e, mais que isso, vimos a importância de mostrar que o punk não é necessariamente anarquia, que existe muita gente dentro do movimento lutando pela liberdade através de outras idéias.
2-qual a importância de se produzir um zine voltado para a política?
Caio - É uma iniciativa muito válida, pois, os meios de comunicação, assim como os meios de produção, estão concentrados nas mãos da classe dominante, sendo assim, tudo o que a grande mídia venha a falar sobre política tem como objetivo favorecer os interesses da classe parasitária, a burguesia.
Um zine, (principalmente quando é editado por ''halés'' como é nosso caso), não permite tiragens em grande escala, mas, por ser um zine punk para punks, basta que ele circule só na cena mesmo, afinal, nosso objetivo é divulgar o socialismo como uma alternativa de luta e organização social aos punks, que por mais que sintam a nescessidades de mudanças significativas na estrutura de nossa sociedade, ainda encontram-se dispersos, desorganizados, de modo que não oferecem perigo algum ao sistema vigente. É muito importante que se tenham zines com conteúdo revolucionário circulando no underground, pois, é um meio muito positivo de despertar a consciência de classe nas pessoas que sentem o quanto é injusta a sociedade na forma como se apresenta, mas não sabiam o que fazer para revolucioná-la ou se encontravam atreladas ao comodismo e despertou após conhecer a alternativa socialista como forma de organização social.
xRubensx- É muito importante que nós que lutamos contra o sistema apresentemos ao povo uma fonte alternativa de informação, livre dos interesses da burguesia, que possa lhe abrir os olhos pra urgência da luta contra a classe dominante e expor as mentiras da mídia corporativa. Seja qual for o alcance que terão nossas palavras (no nosso caso, basicamente a cena punk/hardcore) o importante é que sejamos focos de resistência, que mesmo pequenos, multiplicados serão capazes de importunar e muito àqueles que querem nos oprimir e abrir os olhos de muitas pessoas! E no fato de nos possibilitar fazer tudo isso é que está a importância de fazer um fanzine que vá além dos textos sobre música e bandas.
3-O que vocês acham da tentativa de conscientizar politicamente as pessoas através da arte, como diz uma das propostas do projeto motim?
Caio - Como falei na comunidade do Projeto Motim, esta é uma iniciativa muito positiva, poucos são os artistas preocupados em despertar as pessoas para questões sociais e sobre si mesmo através da arte, pois, as artes também estão subordinadas as classes dominantes, sendo assim, todas as suas manifestações tendem a favorecer a mesma. A arte revolucionária, proposta pelo projeto motim é importante, pois, prepara ideologicamente o terreno antes e para o começo do motim/insurreição/revolução e, durante esta, constitui uma frente de combate necessária e importante na frente geral da revolução. É uma arma importantíssima para unir e educar o povo em torno de um ideal.
xRubensx- É algo de extrema importância. A arte é uma coisa essencial na vida de uma sociedade, uma das mais belas manifestações da criatividade humana e não podemos de maneira nenhuma permitir que ela se transforme num mero produto de mercado, determinado pela necessidade do lucro. Então, mais que educar e conscientizar, quem produz arte com uma proposta revolucionária está contribuindo para a preservação da verdadeira arte. Sem falar no fato de que não existe forma mais atraente de apresentar uma idéia que a arte.
4-qual o contato que vocês têm com HQs? Costumam ler regularmente? O que vocês lêem?
Caio - Bom, já faz um tempinho que não compro HQs, agora estou baixando na net (Sai mais barato! hehe) gosto muito de HQs!
O que leio regularmente são as HQs: Os Invisíveis e Sandman. Mas, leio muitos outros quadrinhos e não posso deixar de citar aqui as tirinhas da Mafalda, são demais! Ahh, e na segunda edição do Zine saiu um Quadrinho chamado Mais-Valia, muito bom!
xRubensx- Como todo nerd idiota que se preze, eu curto muito HQ’s! Também só tenho lido pela net, mas nem tão regularmente. Nunca fui muito fã dos quadrinhos de ação, como os da Marvel, sou mesmo pirado por aqueles mais curtos, diretos e sarcásticos. Alguns muito conscientes feito Mafalda, outros mais idiotas, mas nem por isso menos engraçados, como Garfield e Hagar.
5-o projeto motim mostra-se profundamente agradecido, pela atenção concedida e deixa esse espaço para que vocês mandem um recado para o pessoal que acessa o "blog do motim":
Caio – Faça você mesmo sempre! “Cadê sua atitude? Cadê sua razão? Pegue sua revolta e transforme em ação!” (Diarréia Brutal.)
Bom... E quem quiser entrar em contato é só adicionar o Email aí: subversivo666@hotmail.com
xRubensx- Eu gostaria de primeiramente parabenizar e agradecer à galera que faz parte do projeto, pela bela iniciativa de começar a levantar mais um foco de resistência contra o sistema aqui em Maceió, nos ceder esse espaço pra falarmos um pouco, entre outras coisas, sobre nossa forma de expressão e ideologia e, também, pedir desculpas pelo tanto de espaço que vamos fazer vocês gastarem pra postar no blog uma entrevista com respostas tão grandes(hehehe). E por último, se quiserem trocar alguma idéia ou ter acesso ao nosso zine é só entrar em contato pelo e-mail newrmmcf@hotmail.com!
É isso aí, sejamos nós o caos!
terça-feira, 4 de março de 2008
De volta a esse mundo!
Para contar tudo que me aconteceu nesses últimos dois meses e meio, teria que fazer um texto gigante. Prefiro então contar os pontos mais importantes.
Dezembro
O mês dos grandes feitos.
Festas na casa da Juh – Ah! As farras na casa da Juliana. Literalmente festa na casa da Juh é do tipo, “Quem não agüenta bebe leite e nunca fiz amigos tomando suquinho.”
Substation - No dia 24, tivemos a substation. Rave que acontece todo ano nesse mesmo dia, começando à meia noite e com hora indeterminada para terminar.
Mika – Ela veio de Natal – RN, para nos visitar e ir à substation. Bebemos demais hein Mika!?
Virada de ano – Passar na praia com amigos é a melhor coisa que há. Voltar pela manhã com o corpo como diria meu amigo Dé Boy: “Só a carcaça”, não é tão bom. (RS)
Janeiro
Vestibular – Tá, eu passei em publicidade. Mas nem estou afim de cursar.
Hardcore – Show na Praça Vera Arruda, ao lado da minha faculdade, no dia do vestibular. Foi só sair e o stress foi embora. Porra, encontrei um monte de gente que a muito não via.
Aniversário do Luigi – Esperar a galera durante 5 horas na praça porque tínhamos marcado de ir comemorar no bar do caranguejo, de repente perceber que metade das pessoas mais importantes para o cara não iriam aparecer. Ah, vai-te fu@#$! Mas mesmo assim fomos em pequena quantidade, mas que acredito que nos divertimos mais do que se todo mundo tivesse ido. Mentira, eu apenas estou com raiva de pessoas que não cumprem com o que prometem.
Rolderick – Voltou de Sampa. Tínhamos marcado de fazer uma surpresa para o cara. Sabe, aquela coisa de reunir os mais íntimos para recepcioná-lo. Detalhe, eu mesmo cansado estava lá. Mas alguns decidiram não esperar. Lembram daqueles que farraparam com a festa Luigi?
Pois é.
Continuando. Duas da manhã chega Rolderick, de repente sai todo mundo de dentro da casa dele gritando. Vocês precisavam ver a cara dele. (RS)
Bebemos até umas seis da manhã.
Detalhe, todos os fatos citados desde o tópico vestibular até o tópico Rolderick aconteceram no mesmo dia, das 10 da manhã de um sábado, até o domingo de manhã.
Carnaval – Eita que esse foi muito bom. Carnaval em Recife é o que há.
Sabe todos aqueles shows de bandas que vocês adoram e que provavelmente não poderão ver em suas cidades?
Aconteceram lá, e tudo de graça.
Vou citar apenas alguns: Pato Fu, Alceu Valença, Teatro Mágico, Zeca Baleiro, Lenine, Wanessa da Mata, Nação Zumbi, Mombojó, Paralamas do Sucesso, Cordel do Fogo Encantado, Marisa Monte, Alcione, Devotos, Zé Cafofinho...
Também tivemos as pegações. Conheci duas pessoas com quem ainda mantenho contato e que eu fiquei. Porque conhecer, eu conheci foi muita gente. Muita gente mesmo.
Créditos ao Tyson (Amsterdã) e Niko (Canadá) que são duas figuras.
Agora tentem adivinhar onde será meu carnaval no ano que vem.
Não parece ser nenhum segredo não é?
Fevereiro
Show do Matanza - Nessa Sexta feira, foi muito fodaaaaaaaaa;
Aniversário da Paula - no sábado, chácara, cervejinha, churrasco...
Ps. Força ao Luigi, que mesmo depois de ter se decepcionado com os amigos no dia do aniversário, ainda conseguiu passar por uma decepção ainda maior;
Força aos fígados do Morgado e Rolderick;
Força à Wanessa que matou uma das brincadeiras mais importantes da história. Para vocês terem uma noção, essa brincadeira decidia o destino de grandes guerras. Par ou ímpar não tem mais valor nenhum graças a ela. Podem culpá-la por isso.
Ouvindo: [Ordinary – Train , Spiderman 2 soundtrack]
sábado, 1 de dezembro de 2007
É, tô viradão!
To fudido não dormi
Bebi a noite inteira
E não agarrei ninguém
E agora já são sete horas
To virado em plena feira hippie
Tô viradão na feira hippie
Tô viradão
O que é que eu faço sem dinheiro
A boca seca e a roupa branca no varal?
Se eu to duro sem meu óculos escuro
Pra acabar de arregaçar
É melhor eu esquecer
Também não lembro bem
O que que aconteceu
Uma garrafa e meia
A dose que bambeia
Foi isso que me fudeu
Eu vou pedir carona
Vou ter que me entregar
Eu to beijando brita
Eu não consigo andar
Tô viradão na feira hippie
Tô viradão
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Periculosidade e Diversão
Na sexta feira retrasada, fui a uma convenção de motoqueiros que acontece uma vez por ano, aqui em Maceió e que havia começado na quinta-feira. No segundo dia de festival, resolvi aparecer com uns amigos para aproveitar os shows, que por sinal foi perfeito, depois migramos rumo ao Orákulo Chopperia onde estava acontecendo o tributo a Raul Seixas. Ficamos lá até o show acabar, umas cinco da matina. Quando estávamos voltando pra casa, fomos abordados por um marginal armado que no final das contas, acabou não levando nada.

Na minha bolsa havia apenas meu swing poi, no da Wanessa um top que era figurino da peça, no da Pri, uma calça que também era parte do figurino.
Por sorte, ou pelo ladrão ser muito besta e não ter revistado ninguém, acabamos ficando bem e com nossos pertences de maior valor: carteiras, celulares, documentos...
No sábado, dia seguinte, íamos ser assaltados antes mesmo de chegar a Jaraguá.
Quando estávamos passando na rua, um maloqueirinho pula pra cima do ônibus e rouba o boné de um cara que estava na janela, depois fica de olho no boné do Luigi que estava com a gente. Mas saímos a tempo.
Chegamos ao terceiro dia de Maceió Motocycle, bandas perfeitas, músicas perfeitas, gente perfeita e muita bebida.
A única coisa que não foi legal era que a Mr.Freeze ia tocar ao mesmo tempo que acontecia o motocycle lá na Chopperia Orákulo e eu acabei perdendo. Mas pelo menos eu encontrei o Dé Boy e o Tubinha no show e depois do show eu encontrei a Carolzinha.
Bom dessa vez foi mais tranqüilo, voltamos pra casa com nossos pertences. (RS)
A semana passa sem nenhuma coisa de significante.
Chega à sexta-feira e a Wanessa me chama pra ir pra boate TÖY.
Pow, o Peu já tinha insistido muito na quinta-feira pra que eu fosse, mas eu não estava afim.
Na sexta pela manhã eu tinha marcado de ir com o Luigi e um pessoal para a UFAL (Universidade Federal de Alagoas) que a noite ia ter show de rock’n roll no bloco do CHLA, que é o bloco de pedagogia.
Antes da boate, passaríamos em um barzinho em Jaraguá pra fazer um esquente e encontrar com outro pessoal.
Chegando em Jaraguá, éramos em três, Pri, Nessa e eu, mas acabamos encontrando a Suku, o Thamys e mais umas três pessoas que eu conheci no dia e não lembro o nome.
Quando estávamos indo para o bar, quem passa por mim?
O cara que me assaltou ali em Jaraguá mesmo, ele me reconhece e sai apressado em direção a moto dele. Aviso a galera para esperar um pouco e conto o que aconteceu, para que ele não nos seguisse e assaltasse todo mundo.
Ele vai embora e nós vamos para o bar.
Depois de um tempo no bar, chegam Peu, Rah e Camilla.
Pessoal resolve rumar para a TÖY, mas eu ainda não estava nem quente, cerveja demora muito pra embebedar.
Chamei o Peu de lado e pedimos a dona do bar duas Gabriella’s. Gabriella é uma cachaça de cravo e canela muito gostosa, mas muito traiçoeira também. Você bebe e quando você menos espera já está legal. (RS)
Chegamos à TÖY, entramos, ainda estava meio caído, mas depois começou a aparecer uma galera massa.
Bom, a TÖY foi perfeita, dancei pra caramba, fui assediado 9 vezes, 3 mulhers, 4 homens e um casal de gays. Mas nessas horas a Raissa me salvou legal. Eu a usava como se fosse minha namorada.
O mais engraçado estava por acontecer. Estava eu descansando no sofá, quando aparece o Pedro perguntando por que eu não estava dançando, respondi que estava um pouco cansado e ele acabou deitando ao meu lado no sofá e a gente ficou conversando besteira, até que...
IT’S BRITNEY BITCH!!!
O Peu deu um pulo do sofá e gritou: - É Gimme More.
Pega no meu braço e no da Camilla e sai correndo por dentro da boate dançando. Quando eu vi, eu já estava arrastando a Wanessa e a Suku já vinha seguindo logo atrás.
Subimos uma escada e quando menos espero, estava todo mundo lá em baixo olhado pra gente. Só ai que eu me dei conta de onde estava. Estava em cima do balcão dos bartender’s dançando com a Wanessa, Camilla, Suku, Pedro e Thamys.
Se não fosse a Gabriella, teria parado no ato por vergonha, mas eu não estava nem aí. A única coisa que me fez ficar meio constrangido, foi ter olhado pra baixo e dar de cara com o Ivanzinho bem embaixo olhando pra mim. (RS)
A noite encerra sem grandes feitos, não fiquei com quem eu queria e que eu já tinha ficado, teve um momento stress que foi controlado porque eu sei separar as coisas, mas fora isso a noite foi muito perfeita.
Os melhores comentários da noite foram:
“-Imagina quando o Clébio vier pra Maceió e conhecer a TÖY, só vai dar ele e Don’t cha.”
“-Tomara que o Clébio seja baixo nível e que vá até o chão.”
Gente, pelo amor de Deus, eu não consigo imaginar o Clébio dançando até o chão.
Essa semana vai ser perfeita.
AGENDA DO RUBENS:
quinta-feira (véspera do feriado) – A Taberna – Festa Energética
Banda $ifrão;
Xique-Baratinho;
Mr.Freeze;
Dj;
Homem paga: 6,00
Mulher: 3,00
Vodka com energético: 1,50
sexta-feira (feriado) – TÖY
sábado – Hell’s Club
Comes e Bebes na lan house de um amigo.
Cara, que saudades do meu Poi.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Relembrar é viver
Vou contar um resumo do que me aconteceu nessas duas ultimas semanas que passei sumido.
Shows
*Fui ao Festival de Primavera dos Universitários, que aconteceu no Sesc-AL a duas semanas, com a presença das bandas: Vitor Pirralho, Dona Maria, Eek, Strada Br e Mr.Freeze;
*Show no Cefet-AL com as bandas: Cumbuca, Mr.Freeze e uma de reggae lá, que nem o nome eu sei, porque um dos estilos que mais abomino é o reggae.
*Show de punk com a banda Garotos Podres.
Esse último merece ser contado em fatos.
Aconteceu neste último sábado. Incrivelmente, foi o show que reuniu mais uma vez o pessoal com quem eu a muito não saia.
Chegamos ao local do show, começamos a beber, de repente...
Epa, peraí, o show vai ser aqui mesmo?
Começou a juntar uma galera nada haver na porta do Arena Dance Club, um monte de playboys acompanhados de suas patricinhas, ouvindo comentários do tipo:
- Ae embecados, acho que vocês estão na balada errada, a boate TÖY fica para o outro lado.
Não tenho nada contra playboys, mas é que pra falar a verdade foi muito estranho ver esse tipo de gente freqüentando esse tipo de ambiente. Mas tudo bem.
Na porta encontrei uma galera da porra. Sabe, aquele tipo de pessoa que você conhece, mas só encontra nos shows e derivados.
Quando menos se espera, chega um grupo de carecas musculosos, intimidadores até a alma. Eram os skinheads. Isso mesmo, skinheads. Em uma terra de miscigenação como o nordeste, não deveria haver esse tipo de coisa.
Bebemos, uma parte do pessoal começou a entrar, eu fiquei um tempo na porta com Raul e Alice, porque eles ainda não tinham comprado os ingressos, finalmente compramos, entramos, e assim que entramos vimos o que já era de se esperar, quebra pau.
Um dos seis skinheads, bateu sem mais nem menos em um carinha lá dentro, e de repente eu vi a galera todinha do arena cair matando de pau nos skin’s.
Apanharam muito e eu achei foi pouco e ainda por cima, depois de tudo, foram postos para fora do ambiente sem nem ao menos assistir a banda principal.
O show começou, e eu vi as pessoas mais quietas que já havia conhecido se transformarem em porras loucas ao embalo do som.
O mais engraçado foi o Dé Boy (vocalista da Mr.Freeze), que eu acabei encontrando lá e ainda levei um esporro dele por não tê-lo chamado para o show. Segundo ele, ele não tinha nem ouvido falar que ia rolar o show, descobriu no dia.
Pow, o Dé é uma das pessoa mais calmas que eu já conheci, e de repente me vejo me quebrando com ele. Foi mais ou menos assim:
Estou eu cantando de frente ao palco, quando uma voz me vem por cima do ombro:
- E ae, não vai entrar na roda?
Me viro pra olhar quem é, pra minha surpresa era o Dé.
- Vai entrar mesmo Dé?
- Rapá, se você for eu vou.
Oxe, não pensei duas vezes.
- Luh, segura minha bolsa que eu vou entrar na roda com o Dé.
Só foi o tempo de largar a bolsa. Ele pega pelo meu braço e de repente me vejo em meio a um turbilhão de pessoas seguindo no mesmo sentindo ao ritmo da música. Cara eu apanhei muito, mas bati demais também (RS).
Sei que ao final do show eu estava bêbado, e com o prejuízo de uma calça e uma camisa, rasgadas pelo Dé. Hahahah
Gente, eu vou contar as coisas acontecidas por partes, porque senão os posts ficam gigantes, e vocês mesmos ficarão com preguiça de ler.
Ouvindo: [Mr.Freeze – Maria]
domingo, 30 de setembro de 2007
Marcas Marginalizadas
Já a do meu pai, eu farei só no início do ano que vem. Será uma Corn Snake, serpente pelo qual sou apaixonado e anseio em criar, tatuada no braço direito, mas de uma forma que uma camisa de manga possa cobrir.A serpente também representa, na cultura aborígene (índios australianos) sabedoria, força e um espírito em constante mutação. Bom, esse é meu pai e por coincidência com uma representação mística que vem do país que ele mora.Ouvindo: [Los Hermanos - Retrato pra Iaiá]
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Tédio
Depois que eu saí do emprego, uns três meses atrás, eu não queria saber de trabalhar por um bom tempo. Mas ultimamente, eu tenho percebido que, não consigo ficar parado.
É como um ciclo, para ter dinheiro você precisa trabalhar, para se divertir você precisa ter dinheiro, ai volta mais uma vez ao para ter dinheiro.
Essa semana, acho que vou sair para colocar currículos em alguns lugares.
Não quero nada como trabalhar em lojas do centro, ou até mesmo shopping. Não que eu esteja escolhendo demais, mas é que esses, pelo menos aqui em Maceió, são como trabalho escravo, e de estressante já basta meu antigo emprego.
Mas por enquanto eu vou me acostumando com farras de baixo custo.
Parando bem para analisar, eu sou uma pessoa que não tenho muito do que reclamar. Eu sou nordestino, local que praticamente transborda cultura.
Todos os shows, amostras de arte, teatro, cinema e coisas do gênero que acontecem por aqui, ou são baratos, ou são de graça. Mas que fique bem claro que eu estou falando de cultura, e não de um show da Ivete Sangalo, que além de eu não ver graça nenhuma, ainda me cobram de R$ 60,00 a 80,00 pelo ingresso, para ver uma hora dela cantando, e depois, mais umas duas bandinhas de baixa categoria que colocam pra tocar, apenas pra ocupar o resto do tempo, para que as pessoas que freqüentaram o show acreditem que valeu a pena gastar aquele valor absurdo pelo ingresso.
Prova de que aqui uma pessoa consegue se divertir com pouco, foi o Overdose, que aconteceu a duas semanas. 12 horas de teatro, música, poesia, e com comes e bebes gratuito.
Outro exemplo foi o show que se deu pela abertura do Festival Universitário de Primavera, esse domingo no Sesc e completamente gratuito.
Foi ótimo, só o pessoal conhecido da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), e um povo que a muito eu não encontrava.
Bandas de diferentes estilos, para todos os gostos.
As bandas:
Strada Br – Uma coisa meio que MPB;
Dona Maria – Um regional muito bom;
Vitor Pirralho – Desse eu não gosto muito, mas fez uma excelente performance de Hip-Hop;
Eek – Eu tava doido para ver essa ,mas nem deu pra ficar porque eu estava muito cansado, nem sei que estilo tocam;
Mr.Freeze – Ah, dessa eu não preciso nem falar. Foi a melhor banda da noite. Levou literalmente a galera a loucura. Todo mundo dançando, pulando, exibindo seus dotes com malabares, cantando junto, nossa, muito bom cara.
Momento marcante para mim foi, o fato de Dé boy (vocalista) ter lembrado qual música deles eu mais gostava e ter dedicado ela a mim. Foi muito engraçado.
Dé boy: - Gostaria de dedicar essa música a meu grande brother Rubens, com vocês “Maria”.De repente, todo mundo para e começa a olhar pra mim.
Eu: - Valeu.
Galera do show: - *Xumbeta, xumbeta, xumbeta...
De repente, um palhaço que por sinal é muito amigo meu, grita:
Diogo: - É só porque quem canta essa é o Tuba. Por isso que ele gosta tanto.
Tuba na verdade é Rodrigo Tuba, baterista da banda. Ele é muito gente fina, bonito pacas não vou mentir, toca perfeitamente, escreve textos incríveis, e tem uma namorada igualmente linda. Tivemos umas rixas a algum tempo, mas é coisa que foi resolvida e prefiro deixar pra lá.
Por coincidência, quem canta Maria é ele.
Fiquei morto de vergonha na hora, mas depois passou.
Aproveitei o show, dancei demais, e hoje eu não consigo sentir minhas pernas. (RS)
Agora, outubro é o mês dos planos. Têm três farras garantidas já:
Acampamento com a galera, na cachoeira da chapada de Murici no feriadão do dia 12;
Show do Cidade Negra com Mr.Freeze em Arapiraca (interior) no dia 26;
E abertura do Propagando o Rock, com a banda Mr.Freeze no dia 28;
Vamos ver o que rola, nos intervalos desses eventos.
Senão houver nada de interessante, vai ser **morgação de novo e tédio garantido.
*Xumbeta – mesmo que groupie, puxa-saco.
**Morgação – é quando uma coisa está morgada, parada, não tem nada para fazer.
Explicando as gírias daqui.
Pode ser que nem todo mundo entenda, então prefiro colocar em detalhes os significados, já que eu não consigo largar esses vícios de linguagem.
Ouvindo:[Mr.Freeze – Maria], parece até mentira não é!? (RS)

